quarta-feira, 5 de setembro de 2018

O que seriam dos começos se não existissem os finais?


Ciclos e as voltas que a vida dá. Afinal, o que seria da nossa vida se nada tivesse um ciclo?

Tudo nesse mundo se renova, e passa por várias fases. Para que possamos recomeçar, precisamos do fim de algo que está velho e gasto, o famoso “já deu o que tinha que dar.” Existe algo na sua vida que já deu o que tinha que dar? Liberte-se disso. Nada anda pra frente quando o velho e perturbador insiste em ficar.

O que seria do Verão, se o Inverno não acabasse? O que seria do ano de 2018, se 2017 e 2016 não acabassem? Pra tudo existe um fim, pode ser um fim doloroso, mas ele vem por uma boa razão. Nada acontece por um acaso, e acredite: você é como você deveria ser, está onde deveria estar, do jeito que deveria estar.

O que seria da noite, se não fosse o dia? O que seria de nossos namoros e casamentos, se uma discussão nunca tivesse fim? O que seria do Arco-íris, se a chuva não fosse embora? De um namoro bom, se o ruim nunca terminasse? De uma comida gostosa, se ela nunca ficasse pronta? O que seria de você triste, se nunca mais voltasse a ser feliz?

Tudo se renova. 
Dia, tarde, noite. 
Primavera, Verão, Outono, Inverno. 
Namorar, noivar, casar. 
Brigar, conversar, se reconciliar.
Nuvens, tempestade, arco-íris.
Semente, raiz, caule, folha, fruto.
Infância, fase adulta, velhice.
Viajar, conhecer, voltar pra casa.
Dormir e acordar.

Entende o que eu quero dizer?  É como disse o querido Chico Xavier: “Nessa vida, tudo passa. Os momentos de tristeza passam, assim como os de alegria.” E assim por diante. É por isso que eu costumo dizer que não SOMOS, e sim, ESTAMOS.

Nada é instável, nunca podemos prever nada. A natureza é tão perfeita que nos dá todas as chances possíveis de conhecer um pouco de tudo. Ela nunca nos estagna em um ponto apenas, ela te empurra e faz você conhecer o pior e melhor lado da vida. Ela faz você dar a volta completa em qualquer que seja o ciclo.

Para o novo vir, o velho tem de ir. Lembre-se disso. Não queira parar o ciclo, nem tudo está ao seu alcance! Se tiver de ir, deixe ir!

Se e tiver de se renovar, deixe que se renove!
O desconhecido amedronta, mas chega devagarzinho, tomando espaço na nossa vida, no nossos coração, que quando nos damos conta, não vivemos mais sem.

Finais são necessários. Bons ou ruins? Não sei, existem diversos tipos. Existem os desejados e os não desejados, mas uma coisa é certa: se o fim chegou, deixe que acabe.

“O novo virá
Pra re-harmonizar
O tempo é que dirá
E nada como um dia apos o outro...”

Tiago Iorc

 (Título baseado e um capítulo do livro “Não se apega, não!”,da autora Isabela Freitas)


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