sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Voo solo – a hora de ir embora


Chegou aquela hora que você aguardou toda sua infância e fantasiou ela: a hora de viver por si. Você e Deus nesse mundão.

Só de pensar já bate aquele frio na espinha e dá um sentimento de pequeneza – besteira. Chegou aquela hora que nem sempre todos os seus amigos estarão com você nos momentos mais difíceis. A hora que você terá de enfrentar tudo de cabeça erguida, ás vezes chorando pelos cantos, escondido pra ninguém ver. Por que tudo parece tão diferente do que seria?
Um dia você acorda e bum, surpresa: ou você faz ou você faz. Não tem pra onde correr, não tem mais papai e mamãe, não tem mais 5 minutinhos, e ninguém te preparou pra isso.

Mas como assim, te jogam no meio da roda sem te ensinar a brincadeira e já te exigem que brinque com maestria?

Exatamente...

Essa é a hora em que o recém  nascido leva aquele tapa no bumbum, os pulmões inflam e ele puxa todo ar que consegue como se tivesse saindo de um afogamento. É assim que chegamos nesta fase: assustados, com medo, cheio de dúvidas e só querendo nossa mãe (e dinheiro).

É o momento em que você decide qual caminho seguir e abre suas asas. É onde você decide se quer ir ou não, se irá fazer ou não. E se engana quem pensa que é no vestibular que a gente decide o que quer pra vida. A vida não se resume em matrícula, e cada um tem seu tempo.
Costumo dizer que esse é o segundo choque da vida. O primeiro sem dúvidas é nascer. Como dizia Sheakspeare, “Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes.” O segundo é quando nossos pais nos colocam de frente pra porta de casa e dizem: Vá procurar o que fazer da vida.

É aí que você descobre imensamente como nunca tinha se descoberto antes! Os seus sonhos que nunca haviam sido sonhados, suas vontades jamais desejadas, o desejo por determinado tipos de pessoas por perto. Descobre a força que existe na fé, se apega aos seus preceitos e começa a construir um projeto de você que existirá daqui ao fim da sua vida.

Tomando forma de gente.

Há quem diga que todo presente e tudo que importa é aqui e agora. O passado não existe mais, muito menos o futuro. O único alívio que ele ainda pode ser feito.


É, meu amigo. Perceba, eu digo aqui que estamos sozinhos, mas na verdade estamos todos juntos... todos  passando pelo mesma situação. Quanto mais estamos sozinhos, mas estamos juntos.

Entendeu ou não entendeu?

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