Chegou aquela hora que você aguardou toda sua
infância e fantasiou ela: a hora de viver por si. Você e Deus nesse mundão.
Só de pensar já bate aquele frio na espinha e dá um
sentimento de pequeneza – besteira. Chegou aquela hora que nem sempre todos os
seus amigos estarão com você nos momentos mais difíceis. A hora que você terá
de enfrentar tudo de cabeça erguida, ás vezes chorando pelos cantos, escondido
pra ninguém ver. Por que tudo parece tão diferente do que seria?
Um dia você acorda e bum, surpresa: ou você faz ou
você faz. Não tem pra onde correr, não tem mais papai e mamãe, não tem mais 5
minutinhos, e ninguém te preparou pra isso.
Mas como assim, te jogam no meio da roda sem te
ensinar a brincadeira e já te exigem que brinque com maestria?
Exatamente...
Essa é a hora em que o recém nascido leva aquele tapa no bumbum, os pulmões
inflam e ele puxa todo ar que consegue como se tivesse saindo de um afogamento.
É assim que chegamos nesta fase: assustados, com medo, cheio de dúvidas e só
querendo nossa mãe (e dinheiro).
É o momento em que você decide qual caminho seguir e
abre suas asas. É onde você decide se quer ir ou não, se irá fazer ou não. E se
engana quem pensa que é no vestibular que a gente decide o que quer pra vida. A
vida não se resume em matrícula, e cada um tem seu tempo.
Costumo dizer que esse é o segundo choque da vida. O
primeiro sem dúvidas é nascer. Como dizia Sheakspeare, “Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso
cenário de dementes.” O segundo é quando nossos pais nos colocam de
frente pra porta de casa e dizem: Vá procurar o que fazer da vida.
É aí que você descobre
imensamente como nunca tinha se descoberto antes! Os seus sonhos que nunca
haviam sido sonhados, suas vontades jamais desejadas, o desejo por determinado
tipos de pessoas por perto. Descobre a força que existe na fé, se apega aos
seus preceitos e começa a construir um projeto de você que existirá daqui ao
fim da sua vida.
Tomando forma de
gente.
Há quem diga que todo
presente e tudo que importa é aqui e agora. O passado não existe mais, muito
menos o futuro. O único alívio que ele ainda pode ser feito.
É, meu amigo. Perceba, eu digo aqui que estamos
sozinhos, mas na verdade estamos todos juntos... todos passando pelo mesma situação. Quanto mais
estamos sozinhos, mas estamos juntos.
Entendeu ou não entendeu?

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